Certa vez, quando eu ainda tinha Facebook, postei que existia diferença entre uma boca masculina e uma boca feminina, o que gerou certo descontentamento em uma garota que, insistentemente, tentou me convencer de que não existia diferença entre boca de homem e boca de mulher. Que isso era um conceito antiquado, pois boca era boca. Ponto.
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| Imagem Ilustrativa. Fonte: Freepik. |
Diante do comentário da moça, contra argumentei e tentei explicar o que eu estava querendo dizer, porém, ela insistiu em dizer - acredito que por ser feminista e ter me achado machista - que não existia diferença alguma entre uma boca masculina e uma boca feminina.
Mas, afinal, existe diferença? Não, se estivermos estreitando o assunto a mera fisiologia, porém, eu estava, naquela postagem, me referindo a representação de uma boca masculina e a diferença desta em relação a representação de uma boca feminina em uma ILUSTRAÇÃO.
A SEMIÓTICA: ILUSTRANDO PARA O SUBSCONSCIENTE
Existe uma ciência por trás da representação gráfica de determinada coisa, a que chamamos semiótica. A semiótica trata a respeito das percepções, signos visuais, gestalt, alfabetização visual, essas coisas... Portanto, quando ilustramos uma figura masculina e uma figura feminina, temos que observar as diferenças anatômicas e visuais existentes em ambas.
Portanto, que fique bem claro, ilustração não é um mero passatempo, um brinquedinho que a gente faz para se divertir de vez em quando... longe disso! Ilustrar é representar, comunicar, é emocionar, é trabalhar com a percepção das pessoas, é despertar nelas emoções e/ou fazê-las refletir a respeito de determinado assunto.
O que aprendi naquela maçante discussão? Aprendi que o importante é comunicar apenas para quem está aberto à comunicação. Não adianta argumentar com quem já tem uma opinião formada em relação a determinados assuntos. Enfim, espero ter sido claro. Espero ter lhe convencido de que ilustrar não é uma brincadeirinha sem valor algum que pode ser feita com meros programas de computador. Também não estou dizendo que preciso ter dom para desenhar, pois eu não acredito nisso.
Acredito no dom da persistência, de nunca desistir.
Abraços, e obrigado por ter lido até aqui. ;-)
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